Territórios e Fronteiras

Bem vindos!!!

Fronteira não é linha. Nem demarcação meramente espacial ou temporal entre dois pontos ou territórios. Não é uma marca de delimitação. Um espaço, um território de fronteira, é, por excelência, um território de devir. E devir não é evolução ou uma seta teleológica. Devir é uma Zona de Experiência, lugar-não-lugar-comum de experimentação. Um espaço-território de peste artaudiano. 
 

Fronteira é um espaço de vizinhança no qual não há síntese entre dois elementos que geram um ponto-estático que deve ser – novamente - negado para que outra síntese aconteça, mas, sim, experiências entre duas ou mais partículas ou ações ou afetos em velocidade que criam potências.

É por isso que não há dialética ou evolução ou teleologia na fronteira, mas potências de multiplicidades das quais nascem turbilhões, fissuras, involuções, quebras, rizomas, potências, velocidades e até mesmo, e também, sínteses.

Assim fronteira é um espaço de criação, recriação e conflitos. Território de velocidades e não de repouso. Fronteira não é um ponto, nem linha, nem demarcação, mas movimento, ação, potência, devir, velocidade.

Aliás, Fronteira é linha? Uma demarcação meramente espacial ou temporal entre dois pontos ou territórios? Será uma marca de delimitação? Seria a fronteira um território de devir? Será que sabemos que devir não é evolução ou uma seta teleológica? Devir é uma Zona de Experiência, lugar-não-lugar-comum de experimentação? Um espaço-território de peste artaudiano?